Paulo Govêa
Paulo Govêa. Um surfista que desde menino tem a arte rondando sua vida. Filho de artista plástica e residindo em São Paulo, a fissura de não poder surfar durante a semana, era saciada através das telas. No início dos anos 90, quando começou a pintar, o surf era o único foco. Hoje, morando em Florianópolis, pinta diversos temas e se mostra mais um apaixonado pela arte urbana, nas ruas.
Para Paulo, a arte tem papel fundamental no quotidiano das pessoas: “ela te dá liberdade de informar, criticar e divertir ao mesmo tempo”. Suas influências são Modigliani e Van Goghi, artistas que marcaram história com trabalhos originais. Aliás, revela que isto é o que mais admira nas pessoas: a originalidade. Entre os artistas atuais, ele gosta dos trabalhos de Driin, Luciano Martins, Laide, Pifo e os Gêmeos.
Com um acervo exposto durante a Mostra Internacional de Arte e Cultura Surf em São Paulo, em julho deste ano, seu desenho ficou bastante conhecido entre a galera do surf. Aos 8 anos, ganhou um skate e andava direto. As revistas de skate da época mostravam muitas coisas relacionadas ao surf e Paulo ficava só viajando nas fotos. Mais tarde ganhou uma prancha velha que usava raramente por não ter idade nem dinheiro para viajar sozinho, até que a mãe de um amigo começou a levá-lo a praia todo final de semana, foi aí que o surf engrenou.
Sobre o mercado de arte no país, ele diz estar melhorando, pelo menos para ele. Apesar de nem se considerar dentro do mercado da arte propriamente dita ainda. Mas já tem opinião formada: “Acho que as pessoas têm que olhar primeiro para a obra e depois para a assinatura, isso não só no Brasil.”